Vinte dias contemplando as crianças na natureza

Setembro é fim de verão, mas já faz frio na Alemanha e Holanda. Chove às vezes e folhas amarelam. Outono bate na porta. Quase sempre de bicicleta, deambulei, percorri parques urbanos atrás de espaços divertidos e selvagens pras crianças.

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Em Freiburg, na Alemanha, participei de uma “Missão Técnica” promovida pelo Instituto Alana para ver de perto as políticas públicas da cidade para inclusão, mobilidade e participação das crianças. Bairros amigos das crianças com espaços livres de carros, florestinhas urbanas, jardins para brincar, uma realidade próxima do sonho.

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De volta a Holanda pedalei todo dia pelos parques das cidades e encontrei lugares que me fizeram apurar o olhar: chamei de Arqueologia da Brincadeira Selvagem o encontro com espaços como esse onde houve brincadeira, há sinais, embora não seja um parquinho institucional.

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Virou uma brincadeira: descobrir os vestígios da brincadeira orgânica. Foram diversos achados:

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Chama a atenção a diversidade de mobiliário em parquinhos urbanos, um diferente do outro, quase nunca com os mesmos brinquedos, como aqui no Brasil.

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Mas o melhor ainda estava por vir. Em Rotterdam e Amsterdam há espaços projetados para a criança ter uma experiência mais selvagem e livre na natureza. Muitas vezes com água, canais, laguinhos, pontes. Então pude contemplar o prazer da descoberta, da aventura, do risco. Criança feliz deixa a sociedade mais viva!

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A pré-estreia do jardim

Foi um sábado de sol. Pude contemplar as crianças na sua plenitude brincando e explorando o ambiente que preparamos. Nada mais delicioso do que isso. Fiz algumas imagens, uma sopa de cebola na fogueira, brinquei no rio com Tatá, Agninha, Nininho e Lesly. Mais uma parte do meu coração foi preenchida. Não falta muito.

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Veja o filme aqui