Crianças indígenas

Longe dos adultos as crianças podem viver seu mundo em paz, inventar as brincadeiras que quiserem durante horas e horas a fio, até a fome apertar, isso quando não tem uma árvore carregada com frutas fornecendo energia para muitos dias de independência. No mundo da brincadeira a criança cria, joga, narra, compartilha, navega, experimenta, briga, ri, grita, enlouquece, imita, emudece, destroi. A partir da sua ação aproxima-se da sua essência. Infelizmente poucas crianças têm o privilégio de estar desacompanhadas de adultos nos dias atuais. Há medo de tudo, de todos, em todos lugares, na cidade, no campo, na escola, no rio, na rua, no quintal. O medo de que aconteça alguma coisa faz com que crianças estejam sempre ao alcance de alguém que toma conta. Toma conta do quê, cara pálida? Dentre essas raras crianças livres admiro as crianças indígenas, provavelmente as mais potentes que já vi. Elas têm o rio dentro de si, caminham soltas, pulam de galho em galho, pintam-se com urucum, acendem fogo, caçam e pescam. Não há limites, somente fluxo! Quem quiser saber mais pode ver o belíssimo trabalho da Gabriela Romeu aqui.

meninas indígenas

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